Filosofia da Arte e Estética

Filosofia da Arte e Estética

Em “Filosofia da Arte e Estética”, parto de uma constatação que atravessa toda esta exposição: a arte, ao contrário do que se tornou comum afirmar, não se esgota na esfera da subjetividade. A experiência estética não pode ser reduzida a preferências individuais sem critério. Há, na própria estrutura do belo, elementos objetivos que permitem reconhecer quando uma obra realiza plenamente sua forma e quando ela falha em atingir esse fim.

Ao desenvolver essa perspectiva, procuro recolocar a estética no campo da inteligência, e não no território instável das opiniões. A arte se vincula a uma ordem que pode ser conhecida, ainda que não nos moldes das ciências exatas. Quando essa referência se perde, o julgamento estético se dissolve, e com ele desaparece também a capacidade de distinguir entre o que é propriamente artístico e o que apenas se apresenta como tal.

Essa perda de critérios não é um fenômeno isolado. Ela reflete uma desorientação mais ampla, em que a renúncia à ideia de verdade afeta diretamente a maneira como percebemos o mundo. Se tudo pode ser arte, então o próprio conceito deixa de ter consistência. Recuperar a objetividade do belo, portanto, não é um capricho teórico, mas uma necessidade para restabelecer parâmetros que sustentem tanto a criação quanto a formação do olhar.

Se essa linha de raciocínio lhe parece relevante, o desenvolvimento integral da argumentação — com suas bases filosóficas e desdobramentos — está no vídeo completo. A exposição exige atenção e não se resolve em síntese apressada.

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